Dólar abre em queda nesta sexta-feira, de olho em dados do varejo nos EUA
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (14) em queda, com um recuo de 0,25% perto das 9h15, cotado a R$ 5,1793. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, o IBGE divulgou uma nova estimativa para a safra de grãos de 2026, de 347,4 milhões de toneladas, levemente acima da produção de 2025. As vendas no varejo também ficaram no radar, com alta de 0,5% em junho, enquanto o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) permanece em nível de pessimismo pelo 19º mês consecutivo. ▶️Entre os balanços corporativos, a Americanas foi destaque. A empresa quase triplicou o prejuízo no segundo trimestre deste ano, para R$ 274 milhões, na comparação com o mesmo período de 2025. Cogna, Minerva, Ultrapar, Positivo, Rede D'Or, CVC, Azzas, Hapvida e Banco do Brasil também divulgaram resultados. ▶️No exterior, os EUA divulgaram o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de julho, um indicador que mede a variação dos preços cobrados pelos produtores antes de os produtos chegarem ao consumidor. Os preços ao produtor nos Estados Unidos ficaram estáveis em julho com queda nos preços dos bens, embora um aumento no custo dos serviços sugira que a inflação pode permanecer elevada. O resultado é acompanhado de perto pelos mercados porque ajuda a avaliar a trajetória da inflação e pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros. ▶️ No Oriente Médio, o Irã afirmou que continua controlando o Estreito de Ormuz, contrariando declarações dos Estados Unidos de que teriam controle sobre a região. A disputa mantém no radar os possíveis efeitos sobre o transporte de petróleo e a segurança da navegação. Mesmo com as incertezas, o petróleo caiu nesta quinta-feira. O barril do Brent, referência internacional, recuou 2,15%, a US$ 87,07, enquanto o WTI, referência nos EUA, caiu 2,43%, a US$ 81,25. ▶️ A Agência Internacional de Energia (AIE) também revisou para baixo sua estimativa de consumo de petróleo, indicando que a atividade econômica mundial deve utilizar menos combustível do que o previsto anteriormente. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,88%; Acumulado do mês: +2,16%; Acumulado do ano: --5,64%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: 0%; Acumulado da semana: -3,06%; Acumulado do mês: -6,05%; Acumulado do ano: +3,79%. EUA e Irã em impasse sobre o controle de Ormuz Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Nesta quinta-feira (13), o Irã voltou a contradizer o presidente americano, Donald Trump, ao afirmar que o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity, está sob seu controle. Na véspera, Trump havia escrito em sua rede social Truth Social que os EUA tinham "controle total" da hidrovia estratégica. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Nas últimas semanas, o regime iraniano também contrariou Trump em outras alegações do líder norte-americano, como quando negou ter pedido para os EUA cancelarem novos ataques contra o país e também quando negou estar em negociações com o rival. Na quarta, Trump reafirmou sua narrativa de que o Irã está dizimado e chamou o país de "valentão do Oriente Médio". Mais cedo, autoridade iraniana falou a agência que "não houve nenhum progresso" nas negociações entre os dois países. Trump falou ainda em "muro de aço" ao se referir ao bloqueio naval que os EUA mantêm na entrada de Ormuz a navios iranianos ou que comercializem em portos do Irã. Com as negociações para o fim da guerra sem avanço, no entanto, o tráfego em Ormuz voltou a ficar comprometido. Desde então, o Irã e o Omã se aproximaram de um acordo para administrar o fluxo de navios pela via marítima, que excluiria o acesso a navios dos EUA e de Israel. Estrangeiros retiram R$ 11,9 bilhões da bolsa Investidores estrangeiros retiraram R$ 11,93 bilhões da bolsa brasileira nos primeiros sete pregões de agosto, até o dia 11, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, com base em dados da B3. O cálculo não considera recursos destinados a ofertas iniciais de ações (IPOs) e novas ofertas de ações de empresas já listadas (follow-ons). O valor já coloca agosto como o segundo mês com maior saída de recursos estrangeiros da B3 em 2026, atrás apenas de maio, quando foram retirados R$ 14,91 bilhões. Em apenas sete pregões, a saída de agosto já equivale a cerca de 80% do total registrado em maio, que teve 21 pregões. O ritmo também contrasta com o resultado de julho, quando os investidores estrangeiros colocaram R$ 2,56 bilhões na bolsa brasileira. No primeiro trimestre, o movimento havia sido ainda mais positivo: foram entradas de R$ 26,31 bilhões em janeiro, R$ 15,40 bilhões em fevereiro e R$ 11,66 bilhões em março. A partir do segundo trimestre, porém, o fluxo mudou de direção. Em maio, os estrangeiros retiraram R$ 14,91 bilhões e, em junho, outros R$ 7,79 bilhões. Para a Elos Ayta, o principal ponto de atenção neste momento é a velocidade da saída em agosto. Como o mês ainda não terminou, não é possível saber se o movimento continuará no mesmo ritmo. Mas, se persistir, agosto poderá registrar uma das maiores retiradas de recursos estrangeiros da bolsa brasileira em 2026. Bolsas globais Em Wall Street, os índices americanos fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionados pelo bom desempenho do setor de tecnologia e conforme investidores repercutiam os novos dados da inflação ao produtos nos EUA. O Dow Jones teve alta de 0,13%, enquanto o S&P 500 subiu 0,65% e o Nasdaq Composite registrou ganhos de 0,81%. Já na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, conforme investidores aguardavam novos dados de inflação da zona do euro. A queda nos preços das commodities também pesou sobre os setores de energia e mineração. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou praticamente inalterado, aos 659,24 pontos. Já entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 0,12%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,28% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 0,56%. Na Ásia, os mercados chineses recuaram nesta quinta-feira, puxados pelas perdas nas ações do setor de metais. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 0,5%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,56%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,16%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
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